São João de Jerusalém


São João de Jerusalém 
( São João, o esmoler )  ( São João, o Almoner )  ( São João, o Armsgiver )

No ano de 550 d.C. em Amathunt, cidade da ilha de Chypre ao sul da Itália, nasce um menino chamado João. Seu pai era Epiphanius, o governador da ilha e João além de pertencer a uma família nobre teve também uma excelente formação cristã e caridosa. No fundo de sua alma ele sentia um chamado para a vida religiosa e isso desde pequeno conforme constam nos relatos históricos de sua biografia.

O tempo passou e João alimentou esse seu desejo até entrar na vida adulta, pois foi impedido por seus pais de se tornar um sacerdote. Mas o seu destino já estava traçado. Com muita obediência e humildade, ele acatando as ordens de seus pais casou-se muito novo e infelizmente veio a perder sua esposa e seus dois filhos devido a uma doença muito contagiosa naquela época. Seu sofrimento foi muito grande com a perda de sua família e após esse acontecimento João então resolve seguir novamente o seu caminho. Tornou-se um sacerdote e com o passar do tempo doou aos pobres todos os seus bens.

Já com seus cinquenta anos de idade João recebeu o título de “Patriarca de Alexandria” a convite de seu irmão adotivo Nicetas, que havia ajudado o Imperador Heraclius a subir no poder. Mas a Igreja nesta época estava muito reduzida diante da heresia e João se empenhou em recomendar a Ortodoxia, espalhando exemplos de vida virtuosa e santa.

Todas as quartas e sextas-feiras João se sentava no banco do lado de fora da igreja, apaziguava brigas, arbitrava as disputas, dava conselhos, ouvia as reclamações dos necessitados e procurava corrigir os erros e neutralizar o ódio que estavam prejudicando aquelas pessoas. Ninguém era insignificante para não ter a sua atenção. Desarmava sempre os inimigos usando sua humildade e as vezes até se ajoelhava a seus pés para pedir perdão.

O seu trabalho de filantropia foi tão reconhecido que João foi eleito Bispo de Alexandria. Foi no Egito e na época de seu bispado que a população católica da Pérsia encontrou alimento e abrigo ao serem perseguidos por causa de sua crença. Quando Jerusalém foi arrasada pelos pagãos, também foi o Bispo João que mandou para lá comida e até mesmo recursos para a reconstrução de suas igrejas. Mas suas obras foram além, pois movido pelo entusiasmo filantrópico e pela fé cristã, João se dirige para Jerusalém e lá constrói um hospital para atender os peregrinos que iam à terra santa visitar o Santo Sepulcro. 

A tradição diz que suas ações influenciavam outros a seguirem os seus exemplos. Ele era inspirado pelo pensamento de que ao ajudar os necessitados estamos também agradecendo a Jesus que se sacrificou para nos salvar. Quando alguém tentava em particular agradecer João, ele imediatamente dizia: "Irmão, eu não derramei meu sangue por você. Foi Jesus Cristo meu senhor e meu Deus e é Ele que me comanda".

João faleceu em 11 de Novembro de 619 d.C. na sua cidade natal e após sua morte o Papa o canonizou santo com o nome de “São João esmoleiro” em reconhecimento ao seu desprendimento material e amor incondicional as pessoas, porém ele ficou mais conhecido por outro nome: “São João de Jerusalém”.

São João é o padroeiro da Ordem de São João em Jerusalém, mais tarde convertida na Ordem dos Cavaleiros de Malta. Uma boa parte dos ensinamentos de São João de Jerusalém (incluindo sua filantropia), ainda continuam sendo aplicados pela Maçonaria. São João foi escolhido como patrono da Maçonaria devido aos seus ideais que combinavam com a doutrina maçônica. É por essa razão que todas as Lojas são abertas e dedicadas em sua homenagem.

O seu dia é comemorado em 23 de Janeiro. Suas relíquias foram levadas para Constantinopla e lá ficaram até que o imperador presenteasse o Rei Matthias da Hungria. Em 1632 foram trasladadas para o santuário da Catedral de Presbourg, onde estão até hoje.


Fontes consultadas: evangelhosanto, paginaoriente e revistauniversomaconico.



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